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15.9.09

Patrick Swayze

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Morre hoje um ícone da minha adolescência.
Já se previa este desfecho, mas gostamos de acreditar que esta gente não é de verdade e por isso não desaparece de cena como nós. A caixinha mágica perdeu hoje um pouco do seu encanto.
Recordo os filmes em que participou, estes que vão ficar para sempre.
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Em Ghost – O Espírito do Amor (1990) de Jerry Zucker
A história de amor mais tocante que toda gente garante já ter visto.












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Em Dirty Dancing (1987) de Emile Ardolino.
O musical que marcou uma geração. A música "(I've Had the) Time of My Life" foi vencedora do Óscar de Melhor Canção Original.
Em ambos, Patrick Swayze foi candidato a um Óscar.
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Em The Outsiders – Os Marginais (1983) de Francis Ford Coppola.
Eles cresceram à margem da sociedade. Eles só queriam sentir que pertenciam a algum lugar.

16.7.09

Harry Potter

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Estreia hoje em todo o mundo 'Harry Potter e o Príncipe Misterioso' - sexto filme da saga adaptada dos livros de J.K. Rowling.
Realizado por David Yates, espera-se que repita o sucesso mundial dos anteriores.
Contudo as aventuras do jovem feiticeiro de Hogwarts estão a chegar ao fim. A rodagem já para o ano que vem das partes I e II de Harry Potter e os Talismãs da Morte põem termo à saga.
Quem não vai gostar nada deste desfecho é a Warner Bros que deixa de dispor do toque mágico dos lucros fantásticos com sempre obtém com esta produção - quatro dos cinco títulos anteriores estão na lista dos 100 filmes mais lucrativos do cinema norte-americano.
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Curiosidade:
O português Eduardo Serra será o director de fotografia do próximo filme.

18.5.09

Enjoy yourself . . . It's later than you think!

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TUDO O QUE SONHEI - uma comédia hilariante protagonizada por Queen Latifah.

"Next time... we will laugh more, we'll love more; we just won't be so afraid."
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"You wait and you wait for somethin' big to happen... and then you find out you gon' die."

25.2.09

And the Oscar goes toooooooooooo [2]

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Polémicas à parte, ficou mais uma vez provada a regra de que muita nomeação não é necessariamente igual a muitas estatuetas.
"O Estranho Caso de Benjamin Button" era um forte candidato aos Óscares deste ano, com 13 nomeações e no entanto só arrecadou 3 e nas categorias para as quais não havia a mínima dúvida (Efeitos Visuais, Direcção Artística e Caracterização). Muitos, com certeza, anteciparam este desfecho. Estatuetas à parte, a história do filme vai ficar para sempre entre aquelas que mais me marcaram.
“Slumdog Millionaire”, que estava posicionado logo a seguir, arrecadou 8 das 10 estatuetas para as quais estava nomeado [Filme, Realizador - Danny Boyle, Argumento Adaptado - Simon Beaufoy, Banda Sonora - A.R. Rahman, Melhor Canção - "Jai Ho", de A.R. Rahman, Fotografia, Montagem e Mistura de Som]. O grande vencedor da noite!
“Milk” com 8 nomeações, arrecadou o Óscar de Melhor Actor - Sean Penn (ainda não foi desta que Brad Pitt sobe ao palco) e o de Melhor Argumento Original - Dustin Lance Black.
“The Dark Knight” que contava também com 8 nomeações conseguiu igualmente 2 estatuetas, a de Melhor Actor Secundário - Heath Ledger (com homenagem póstuma ao actor) e a de Melhor Montagem Sonora.
Nas principais categorias, o grande esquecido foi mesmo o “Revolutionary Road”. Apesar de sublime, foi com “O Leitor” que Kate Winslet levou para casa o Óscar de Melhor Actriz.
Los nuestros hermanos rejubilaram com Penélope Cruz e a sua brilhante interpretação em "Vicky Cristina Barcelona" que lhe valeu o Óscar de Melhor Actriz Secundária.
“Wall-E” arrecadou o Óscar de Melhor Filme de Animação. Não percebo como, eu gostava que tivesse ganho “O Panda Kung Fu” – era merecido!

20.2.09

[Cinema] Revolutionary Road

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O filme retrata a história de um jovem casal anos 50 em início de vida que se muda para os subúrbios, mais especificamente para Revolutionary Road.
A história coloca em cena April Wheeler (Kate Winslet) na figura da mulher fada do lar e Frank Wheeler (Leonardo DiCaprio) no papel do homem que sustenta a família com o seu trabalho, um trabalho que o faz sair de casa dia após dia e que não lhe traz outra realização a não ser a satisfação de dever cumprido. Uma peça entre as muitas que compõem o puzzle da imagem – a família perfeita e de sucesso.
Juntos enfrentam os problemas do dia-a-dia relacionados com o casamento, a tarefa difícil de educar os filhos, as expectativas de uma vida alinhavada anos antes e que vêm sendo adiadas ante a imposição de um estilo e conduta de vida ditados pelas convenções e regras sociais da época.
Algo se agita no interior de April que se recusa em contentar-se com aquilo que tem, em acomodar-se a uma vida sem sentido que não consegue viver plenamente.
Recorda-se de quando era jovem e conhecera Frank, do que a levara a unir o seu destino ao dele – a ambição de Frank em querer sentir realmente as coisas.
April anseia por libertar-se da prisão onde vive e tenta convencer Frank de que a vida deles não passa de uma ilusão confortável, que ambos vivem aquilo que todos esperam deles.
Mas quando decide reverter esta situação e mudar o rumo das coisas, os acontecimentos precipitam-se vertiginosamente pondo a descoberto um turbilhão de emoções contraditórias que obrigam ambos a avaliar sentimentos e prioridades.

>> “I wanted IN. I just wanted us to live again. For years I thought we've shared this secret that we would be wonderful in the world. I don't know exactly how, but just the possibility kept me hoping. How pathetic is that? So stupid. To put all your hopes in a promise that was never made. Frank knows what he wants, he found his place, he's just fine. Married, two kids, it should be enough. It is for him. And he's right; we were never special or destined for anything at all.” KATE WINSLET (April Wheeler)
Cravada como uma faca no peito de um e outro, a percepção de que a tal felicidade que ambos julgavam viver em pleno deixa uma ferida aberta despoletando o princípio do fim, mais que previsível.
>> “I saw a whole other future. I can't stop seeing it.”

KATE WINSLET (April Wheeler)
>> “Look at us. We're just like everyone else. We've bought into the same, ridiculous delusion.” KATE WINSLET (April Wheeler)
A verdade que os Wheeler não querem ver chega-nos da boca de um louco, sem rodeios, tão cruel quanto a sua dimensão, desfazendo de vez a ilusão do casal perfeito.

O filme atropela-nos sem piedade e quase sem querermos passamos em revista uma série de coisas e avaliamos o estado de outras tantas.
No todo, está muito bem conseguido, acho apenas haver melodrama a mais, não pude deixar de recordar a dupla no “Titanic”.
Kate Winslet igual a si mesma - sublime e um Leonardo DiCaprio mais maduro.
Depois de ver “O Estranho Caso de Benjamin Button”, sei que subi demasiado a fasquia, mas há muito que nenhum filme me enchia as medidas como este fez.

10.2.09

[Cinema] O Estranho Caso de Benjamin Button

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O relato desta estranha história começa a partir do momento em que, num quarto de hospital, uma mulher moribunda pede à filha (Julia Ormond) que lhe leia um diário. Entre aquelas páginas estão pedaços de um passado, de uma juventude, as peripécias de uma vida fora de órbita entrelaçadas com pequenos episódios de uma grande história de amor, vivida entre a sua mãe e um personagem de seu nome Benjamin Button (Brad Pitt).
Um instante de partilha, uma comunhão de sentimentos entre as duas, necessário ante um final que se aproxima e a agitação de fazer uma última revelação.

Benjamin nasce no final da Grande Guerra. Aparentemente normal a julgar pelo tamanho e pelo choro de um recém-nascido. No instante seguinte vemos o pai (Jason Flemyng) desnorteado e com o horror nos olhos, numa correria desenfreada, que só acaba quando este decide abandonar o pequeno Benjamin à porta de uma residência de idosos. Queenie (Taraji P. Henson) encontra este pequeno ser desafortunado, castigado à nascença pela sua aparência e dedica-lhe todo o seu amor, acabando este por encaixar na perfeição no seio daquela grande família, da qual passa a fazer parte.
Contra todos os prognósticos, Benjamin vai crescendo em sentido contrário a todos os outros, o que o impede de estabelecer relações duradouras. Enquanto ele rejuvenesce, todos os outros perecem.
E é neste sentido que conhece Daisy (Cate Blanchett) neta de uma das residentes do lar, por quem Benjamin sente desde logo uma ligação especial.
Quando Benjamim decide partir, o seu destino assemelha-se ao de todas as pessoas ditas normais, uma busca para descobrir o mundo e a si próprio. Leva Daisy consigo ao prometer enviar-lhe um postal de todos os sítios por onde tenha passado.
Regressa alguns anos depois e vê-se confrontado com a imagem do pai que aparece numa última tentativa de aproximação (que não deixa de tentar ao longo dos anos) procurando a redenção para os seus actos. O espectro da mortalidade regressa para lhe levar mais aquele personagem, mas e apesar das contradições próprias da circunstância, concede-lhe esse momento – ele parte finalmente em paz, deixando-se simplesmente ir.
A partir daqui assistimos aos desenvolvimentos da história de amor com os revés próprios deste e da idade.
O momento impregnado de fatalismo, aquele que dava mostras a cada página, o culminar de todas as emoções, está prestes a colocar o espectador à prova.
O sentimento de perda, a ausência definitiva uma vez que Benjamin se recusa, no final, a ser um fardo para aqueles que ama, visto não haver fuga possível ao confronto da idade.
O tempo segue o seu curso e apesar das circunstâncias extraordinárias de quem o vive, o inevitável há muito antecipado acontece, naturalmente.
É apenas uma fracção de segundo, sem sentido cronológico, uma vez que nascer ou morrer deixa de fazer sentido, apenas o intervalo é recordado, para sempre.

As deixas que ficaram no ouvido (não estão no livro, já procurei!):
>> For what its worth it's never too late, or in my case too early to be whoever you want to be. There's no time limit. Start whenever you want. You can change or stay the same. There are no rules to this thing. We can make the best or the worst of it; I hope you make the best of it. I hope you see things that startle ya. I hope you feel things that you've never felt before. I hope you meet people with a different point of view. I hope you live a life you are proud of. If you find that you're not, I hope you have the strength to start all over again.”
BRAD PITT (Benjamin Button)

>> “Along the way you bump into people who make a dent on your life. Some people get struck by lightning. Some are born to sit by a river. Some have an ear for music. Some are artists. Some swim the English Channel. Some know buttons. Some know Shakespeare. Some are mothers. And some people can dance.”
BRAD PITT (Benjamin Button)