
11.9.09
7.5.09
Num país imaginário...
...as forças partidárias teriam "responsabilidades muito particulares na construção de soluções de Governo", mas no país que temos, as preocupações são outras.
As forças políticas digladiam-se entre si em vez de agirem em conjunto “na procura de respostas para ultrapassar os actuais problemas do país.”
Quando um abre a boca, imediatamente outro vem rebater o que foi dito num chorrilho de acusações mútuas, não tendo outro efeito a não ser descredibilizar (ainda mais) a classe política.
> SENHORES, os portugueses estão cansados de querelas ditas político-partidárias.
Todo este espectáculo circense só vem contribuir para aumentar ainda mais a indiferença de todos, jovens e não só, em relação aos destinos do País. Os tempos estão de facto muito difíceis, mas todos parecem ter a solução certa para o problema da crise, desde que esta sirva os seus próprios interesses.
> SENHORES, não ataquem as palavras, não pensem nelas como um recado, são apenas palavras que apelam ao esforço de cada um para credibilizar a vida política, ou será que já perderam a noção de como isso se faz ou que isso seja possível?
> O Sr. Presidente (re)lembra os mais esquecidos:
“ (...) Esse esforço não dispensa algo de muito simples: ouvir o povo e falar-lhe com verdade. Vender ilusões não é, seguramente, a melhor forma de fortalecer o imprescindível clima de confiança que deve existir entre os cidadãos e a classe política (...) ”.
Este "não é um tempo de propostas ilusórias", nem de fazer "promessas fáceis que depois se deixarão por cumprir". "Dizer que a realidade será fácil é faltar à verdade para com os portugueses".
VERDADE, algum dos SENHORES ainda se lembra do que significa ou só recordam a medida com que deve ser usada?
5.5.09
Finalmente...
> Medina Carreira em entrevista para o Correio da Manhã
Da entrevista, destaco os pontos:
LC – Cavaco Silva tem razão quando diz que não se deve governar para as estatísticas.
- Com certeza. Não se deve governar para as estatísticas. Deve governar-se em função de um objectivo e daquilo que é fundamental para o País. Porque nós andamos distraídos com tanta coisa e não percebemos que quando se fala de economia não estamos a falar de economia. Estamos a dizer desemprego, pobreza, desigualdades e riscos para o Estado social. Com esta economia que cresce 0,5 % ao ano dentro de dez anos as políticas sociais têm de ser completamente revistas. Não há dinheiro para manter estas políticas sociais.(...)
LC – Muito bem. O que temos em cima da mesa é um primeiro-ministro chamado José Sócrates, uma líder do PSD chamada Manuela Ferreira Leite e depois temos os outros partidos. Qual é a solução para sair desta situação que acaba de nos relatar?
- Eu acho que é muito difícil sair da situação porque os partidos estão gangrenados. Os partidos não trabalham em função de valores, de ideologias, de objectivos, de programas. Os partidos trabalham em função do assalto ao Orçamento. Porque o Orçamento dá para colocar os amigos, dá para fazer negócios.
Em ano de eleições, preparam-se as promessas eleitorais e com certeza vamos ter 'mais do mesmo'. Sobre os partidos que temos, faço minhas as palavras de Medina Carreira: "É uma caldeirada relativamente irrelevante".
30.4.09
Sabemos pouco de corrupção? Pois, pois
“Não estamos especializados: a PJ sabe pouco sobre a matéria, o Ministério Público sabe menos e os juízes não sabem quase nada".
Euclides Dâmaso, Correio da Manhã
A questão não será: sabemos bem mais de corrupção?
Num “país onde o crime compensa e a justiça ajuda”, os escândalos sucedem-se envolvendo as mais diversas personalidades. A crise trouxe a lume sem vergonha os mais diversos casos de corrupção. Muito se escreve e pouco se prova. A opinião pública julga e condena, mas a justiça, essa “sabe pouco” sobre corrupção.
Fala-se sobre o assunto e chovem processos judiciais. A dita liberdade de expressão quando usada parece ter sido convertida num punhal pronto a ser cravado num qualquer corpo íntegro e sem 'telhados de vidro'. Pois, pois ...
Hoje no Público:
“A nova lei do financiamento dos partidos políticos, das campanhas eleitorais e dos grupos parlamentares, ontem aprovada na especialidade em tempo recorde, sobe em mais de um milhão de euros — de 22.500 para 1.257.660 euros — o limite das entradas em dinheiro vivo nos partidos.”
Enquanto para uns o aumento significa regularizar, para outros a ver vamos ...