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14.9.09

sobre o último frente-a-frente

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Sobre o debate entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates, quer parecer-me que a líder do PSD foi siderada pela falta de consistência na argumentação, pela falta de seriedade na apresentação de uma justificação para a sua mudança de opinião.
Mais, diria que foi traída pela sua necessidade em dar explicações que mais não revelaram a sua falta de preparo, a falta de conhecimentos de causa, imperdoável a quem pretende conduzir os destinos do país.
Manuela Ferreira Leite não conseguiu transmitir confiança, empatia, de pouco ou nada lhe valeu a postura séria, honesta que vem pregando. Falta-lhe carisma. E nem os feitos do passado lhe valeram...ou a maquilhagem para minorar o efeito cinzentão que a sua imagem passa.
Quanto a Sócrates, pode ter uma pose arrogante, plastificada, mas não lhe faltou o dom da palavra na hora de fazer valer os seus feitos (não fosse ele um exímio propagandista). Com a matéria bem estudada, não lhe faltou capacidade de argumentação, esteve lá a disponibilidade (que reconheceu ter, ainda não há muito tempo) para aceitar a crítica e fazer melhor no futuro e claro, aquilo que melhor o caracteriza, mostrou ter memória [comparativa].

Ferreira Leite pretende suspender o TGV, subitamente preocupada com o endividamento. A forma como meteu na algibeira a diplomacia também não abonou muito a favor. Há coisas que embora se pensem simplesmente não se dizem. Mais da mesma falta de consistência nas explicações. E também não explica como pretende fazer face ao problema do défice. Nem como pretende avaliar os professores ou os juízes. Parecer determinada em chegar primeiro ao poleiro e depois vê o que fazer.

O debate foi esclarecedor.
Ferreira Leite não conseguiu ganhar votos e Sócrates não perdeu os seus. Continua tudo em aberto até dia 27 de Setembro.

1.9.09

o novo paradigma

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MFL já em tempos havia dado "graças a Deus" por os comícios fazerem parte do passado, declarando-se agradecida às redes sociais da internet por terem colocado um fim à "sociedade de massas".
Assim e quase parecendo aliviada, anuncia que a campanha do PSD não terá comícios e fala numa "volta de verdade", virada para esclarecer os eleitores (eu tenho uma: COMO pretende reerguer o país? Diz que vai fazer isto e aquilo e abstém-se de dizer como. Que política de verdade é esta? ESTE discurso já conhecemos e não é de hoje).
Acrescenta que não irá fazer convites às principais figuras do partido para participarem na campanha. Quem quiser aparecer que apareça. Pergunto se ainda haverá alguém disposto a dar a cara pelo partido?
E depois, quem é que gosta de ir a um funeral ou a uma missa do sétimo dia?
Se é com esse sentimento que vai andar em campanha, mais vale ficar em casa a fazer o frete. Estamos habituados a um bom entertainer, a um discurso aceso com algum espectáculo sim, porque o conjunto faz a festa, apesar de tudo...

Mas...talvez fosse melhor pensar duas vezes antes de descartar o convite do casamento... MFL ajoelhava e fazia o pedido ao partido, sempre ajudava.

26.8.09

Programa Eleitoral PSD

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Parece que é amanhã, quinta-feira, que vamos finalmente conhecer o programa eleitoral do PSD. A solução mágica, entenda-se princípios e medidas essenciais, que Manuela Ferreira Leite propõe para colocar a casa em ordem.
Amanhã ficaremos a saber que prioridades essenciais são essas que o Governo PSD pretende traçar para retomar as rédeas de um país que se diz desgovernado.
Diria que, a julgar pelo desenrolar dos últimos capítulos da cena política, não precisa esforçar-se muito por convencer, Sócrates já tratou de tudo...

9.7.09

já começou o combate eleitoral

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Segundo o primeiro-ministro, vai tratar-se de "uma questão de atitude", uma escolha entre "quem tem confiança no país, vontade e ambição" e quem faz da "resignação, pessimismo e negativismo" uma "linha política". "Está em jogo a disputa entre a escolha de quem acredita no Estado social e quem quer rasgar as políticas sociais", defende o líder do PS.
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Sócrates fala ainda em "tempestade perfeita", mas a verdade é que a ambição desmedida nas ditas "reformas modernizadoras" é que foi devastadora.
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Hoje Manuela Ferreira Leite contra-argumenta e diz que "não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Rasgar, ninguém vai rasgar nada."
Então esta é a tão apregoada campanha de verdade [da mentira]?
Ainda não há muito tempo o discurso era: "Nós vamos rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social, para que tenhamos resultados diferentes".
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Sejamos sensatos, não é possível agradar a 'gregos e troianos'! Só em campanha eleitoral ao que se vê...

2.7.09

Pura demagogia

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Começou por dizer "assim que puder, baixo os impostos". Segue em frente e "promete mudar tudo na Educação caso vença eleições".
É muito bonito dizer que "estes quatro anos foram quatro anos absolutamente perdidos em termos de reforma da Educação", mas e os anos em que ela própria foi Ministra da Educação (do Governo de Cavaco Silva entre 1993 e 1995)?
Apontar o dedo é muito fácil mas no momento de tomar medidas concretas e colocá-las em prática sempre faltou a coragem.
Se "lançar mão àquilo que é preciso fazer e não permitir que o sistema educativo se continue a deteriorar" é tão só "rasgar" as políticas de José Sócrates então nunca mais saímos da cepa torta quando o que um faz em quatro anos o outro desfaz em dois, sem que daí surtam efeitos práticos no sentido de reformar o sistema!
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No fim de contas..."eles são todos bons!"...

23.6.09

até ao lavar dos cestos é vindima

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- O PS perdeu as eleições europeias – FACTO;
- Estamos a falar das eleições europeias e não das legislativas – FACTO, Sócrates faz questão de esclarecer, não vá o eleitorado ter dúvidas: "Nas eleições legislativas pergunta-se que Governo é que os portugueses querem, que primeiro-ministro querem, se do PS ou do PSD";
- O engenheiro Sócrates sofre "derrota pessoal" – FACTO, mas não foi ele quem foi a votos;
- Sócrates, numa versão exemplo de "humildade", reconhece o "desgaste do Governo" e as "reformas muito ásperas mas necessárias" que teve de fazer e promete "explicar melhor as reformas" e continuar a construir a tal "solução política que enfrente a crise" – FACTO;
- Estamos perante uma "grande vitória" do PSD – FACTO, mas daí a este proclamar que "já vê o fim de um ciclo do Governo do PS" parece-me um pouco precipitado. Se um é acusado de presunçoso, o outro peca pela presunção!
É muito difícil apelar à contenção quando todos partilham da euforia que se vive no interior do partido, este sedento de poder até há bem pouco tempo.
Muito se fala e pouco se diz, nada a que não estejamos já habituados! Mas uma coisa é certa, "até ao lavar dos cestos é vindima"...

22.5.09

Mudam-se os tempos, mudam-se os meios

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Na campanha americana, Plouffe construiu a melhor campanha política da história dos Estados Unidos da América, servindo-se das novas tecnologias, unindo as pessoas para um novo ideal. Conseguiu o "impossível" ao colocar Obama na presidência.
Nós por cá, as forças partidárias parecem decididas a seguir-lhe o exemplo, mas com a diferença de não acreditarem ser possível que algum grupo de assessores consiga "transformar Sócrates em Obama".
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A questão é que nem todos têm ainda acesso à internet e seria um erro fazer campanha apenas recorrendo às novas tecnologias. Para além disso, nós por cá, não vamos achar muita graça se acabarem com os circuitos da sardinha assada, com os jantares de apoio bem regados, com os tais comícios e animação associada, com a distribuição de beijinhos e, muito importante, com os brindes. Somos um povo com tradição, convém não esquecer!
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Também o Papa aderiu a este movimento e parece decidido a tirar partido das novas tecnologias para chegar mais perto dos jovens. Veja como aqui