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29.9.09

Legislativas

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(Fonte: DN)
PS – Venceu de facto as eleições mas terá sido "uma extraordinária vitória eleitoral" como Sócrates fez questão de frisar? No fim de contas perdeu a maioria absoluta que detinha. Acrescenta que "o povo falou e falou bem claro: o PS foi de novo escolhido para governar Portugal. E foi escolhido sem nenhuma ambiguidade".
Aqui tenho as minhas dúvidas. Acho que ainda temos de esperar pela "ambiguidade". O PS não vai ter a vida facilitada e esta vitória pode transformar-se numa derrota a curto prazo. Espera-o sem dúvida muito jogo de cintura para conseguir governar, coisa a que não está habituado. (e alguns sapos também).

PSD - O grande derrotado. A cara da derrota? Manuela Ferreira Leite.
O falhanço rotundo da sua campanha de verdade. Um dos piores resultados do PSD. Nada o fazia prever dado que as sondagens pós-europeias colocavam primeira vez, Ferreira Leite à frente de Sócrates nas intenções de voto. Tudo se reduz portanto à falta de competência de Manuela Ferreira Leite em apresentar propostas concretas de mudança e em conseguir convencer o eleitorado de que o PDS é verdadeiramente "uma alternativa forte e credível ao PS".
Arrisco dizer que se a cara do partido tivesse sido outra, o PSD poderia ter ganho as eleições. Ganhos haveria com certeza em maquilhagem.

CDS - O grande vencedor. Portas conseguiu em pleno os seus objectivos. Viu reforçada a representação parlamentar e colocou o partido no terceiro lugar que "passou a disputar outro campeonato". É também o único partido com o qual o PS poderá formar um governo de coligação.

BE - O partido a registar a maior subida e o único a duplicar a sua representação parlamentar. Francisco Louçã congratulou-se pela derrota da "arrogância e do absolutismo da maioria absoluta do PS" e esfrega as mãos pelos votos que conseguiu roubar a Sócrates. Não há entendimento possível entre estes dois.
Com 16 deputados eleitos, teremos agora oportunidade de ver se o BE passa do papel à prática.

CDU - Não há muito a dizer. Passou a quinta força política e faz por manter-se à tona. Sabe que está a perder terreno para o BE, apesar dos 15 deputados que conseguiu eleger, mais um do que nas legislativas de 2005. Jerónimo de Sousa em jeito de desculpa congratula-se apesar de tudo dos resultados que foram "essenciais para retirar a maioria absoluta ao PS".

14.9.09

sobre o último frente-a-frente

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Sobre o debate entre Manuela Ferreira Leite e José Sócrates, quer parecer-me que a líder do PSD foi siderada pela falta de consistência na argumentação, pela falta de seriedade na apresentação de uma justificação para a sua mudança de opinião.
Mais, diria que foi traída pela sua necessidade em dar explicações que mais não revelaram a sua falta de preparo, a falta de conhecimentos de causa, imperdoável a quem pretende conduzir os destinos do país.
Manuela Ferreira Leite não conseguiu transmitir confiança, empatia, de pouco ou nada lhe valeu a postura séria, honesta que vem pregando. Falta-lhe carisma. E nem os feitos do passado lhe valeram...ou a maquilhagem para minorar o efeito cinzentão que a sua imagem passa.
Quanto a Sócrates, pode ter uma pose arrogante, plastificada, mas não lhe faltou o dom da palavra na hora de fazer valer os seus feitos (não fosse ele um exímio propagandista). Com a matéria bem estudada, não lhe faltou capacidade de argumentação, esteve lá a disponibilidade (que reconheceu ter, ainda não há muito tempo) para aceitar a crítica e fazer melhor no futuro e claro, aquilo que melhor o caracteriza, mostrou ter memória [comparativa].

Ferreira Leite pretende suspender o TGV, subitamente preocupada com o endividamento. A forma como meteu na algibeira a diplomacia também não abonou muito a favor. Há coisas que embora se pensem simplesmente não se dizem. Mais da mesma falta de consistência nas explicações. E também não explica como pretende fazer face ao problema do défice. Nem como pretende avaliar os professores ou os juízes. Parecer determinada em chegar primeiro ao poleiro e depois vê o que fazer.

O debate foi esclarecedor.
Ferreira Leite não conseguiu ganhar votos e Sócrates não perdeu os seus. Continua tudo em aberto até dia 27 de Setembro.

1.9.09

o novo paradigma

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MFL já em tempos havia dado "graças a Deus" por os comícios fazerem parte do passado, declarando-se agradecida às redes sociais da internet por terem colocado um fim à "sociedade de massas".
Assim e quase parecendo aliviada, anuncia que a campanha do PSD não terá comícios e fala numa "volta de verdade", virada para esclarecer os eleitores (eu tenho uma: COMO pretende reerguer o país? Diz que vai fazer isto e aquilo e abstém-se de dizer como. Que política de verdade é esta? ESTE discurso já conhecemos e não é de hoje).
Acrescenta que não irá fazer convites às principais figuras do partido para participarem na campanha. Quem quiser aparecer que apareça. Pergunto se ainda haverá alguém disposto a dar a cara pelo partido?
E depois, quem é que gosta de ir a um funeral ou a uma missa do sétimo dia?
Se é com esse sentimento que vai andar em campanha, mais vale ficar em casa a fazer o frete. Estamos habituados a um bom entertainer, a um discurso aceso com algum espectáculo sim, porque o conjunto faz a festa, apesar de tudo...

Mas...talvez fosse melhor pensar duas vezes antes de descartar o convite do casamento... MFL ajoelhava e fazia o pedido ao partido, sempre ajudava.

26.8.09

Programa Eleitoral PSD

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Parece que é amanhã, quinta-feira, que vamos finalmente conhecer o programa eleitoral do PSD. A solução mágica, entenda-se princípios e medidas essenciais, que Manuela Ferreira Leite propõe para colocar a casa em ordem.
Amanhã ficaremos a saber que prioridades essenciais são essas que o Governo PSD pretende traçar para retomar as rédeas de um país que se diz desgovernado.
Diria que, a julgar pelo desenrolar dos últimos capítulos da cena política, não precisa esforçar-se muito por convencer, Sócrates já tratou de tudo...

29.7.09

quem alimentou o monstro?

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O PS, baseando-se num ensaio feito sobre a evolução da despesa do Estado em Portugal entre 1985 e 2009, da autoria do professor da Universidade de Columbia, Ricardo Reis (publicado aqui), acusa o PSD e Manuela Ferreira Leite em particular, de ter criado e alimentado o maior "monstro" da despesa do Estado enquanto ministra de Estado e das Finanças.
Ajudaram os governos de Durão Barroso, de Pedro Santana Lopes e de Cavaco Silva e que APENAS o Governo de José Sócrates "teve a rara distinção de ter sido o único capaz de reduzir o tamanho do monstro da despesa do Estado em meio ponto percentual entre 2005 e 2008".
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Se dúvidas havia, "os portugueses ficam a saber a partir de agora a quem devem e a quem não devem entregar as suas poupanças". E que, se não fosse a crise, "este teria sido o Governo realmente capaz de reduzir o tamanho do monstro".
"Presunção e Água Benta...cada um toma a que quer!"

9.7.09

já começou o combate eleitoral

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Segundo o primeiro-ministro, vai tratar-se de "uma questão de atitude", uma escolha entre "quem tem confiança no país, vontade e ambição" e quem faz da "resignação, pessimismo e negativismo" uma "linha política". "Está em jogo a disputa entre a escolha de quem acredita no Estado social e quem quer rasgar as políticas sociais", defende o líder do PS.
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Sócrates fala ainda em "tempestade perfeita", mas a verdade é que a ambição desmedida nas ditas "reformas modernizadoras" é que foi devastadora.
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Hoje Manuela Ferreira Leite contra-argumenta e diz que "não há nenhuma medida anunciada por este Governo com a qual eu discorde. Eu nunca disse que rasgaria políticas sociais. Rasgar, ninguém vai rasgar nada."
Então esta é a tão apregoada campanha de verdade [da mentira]?
Ainda não há muito tempo o discurso era: "Nós vamos rasgar e romper com todas as soluções que têm estado a ser adoptadas em termos de política económica e social, para que tenhamos resultados diferentes".
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Sejamos sensatos, não é possível agradar a 'gregos e troianos'! Só em campanha eleitoral ao que se vê...

2.7.09

Pura demagogia

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Começou por dizer "assim que puder, baixo os impostos". Segue em frente e "promete mudar tudo na Educação caso vença eleições".
É muito bonito dizer que "estes quatro anos foram quatro anos absolutamente perdidos em termos de reforma da Educação", mas e os anos em que ela própria foi Ministra da Educação (do Governo de Cavaco Silva entre 1993 e 1995)?
Apontar o dedo é muito fácil mas no momento de tomar medidas concretas e colocá-las em prática sempre faltou a coragem.
Se "lançar mão àquilo que é preciso fazer e não permitir que o sistema educativo se continue a deteriorar" é tão só "rasgar" as políticas de José Sócrates então nunca mais saímos da cepa torta quando o que um faz em quatro anos o outro desfaz em dois, sem que daí surtam efeitos práticos no sentido de reformar o sistema!
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No fim de contas..."eles são todos bons!"...

Santana Lopes pede ajuda...

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... a Deus para que a coligação “Lisboa com sentido” vença as eleições de 11 de Outubro.
Estaremos à beira de testemunhar um milagre?
Fé não falta a este candidato que entrou na corrida "para que Lisboa volte a ser feliz"...

23.6.09

até ao lavar dos cestos é vindima

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- O PS perdeu as eleições europeias – FACTO;
- Estamos a falar das eleições europeias e não das legislativas – FACTO, Sócrates faz questão de esclarecer, não vá o eleitorado ter dúvidas: "Nas eleições legislativas pergunta-se que Governo é que os portugueses querem, que primeiro-ministro querem, se do PS ou do PSD";
- O engenheiro Sócrates sofre "derrota pessoal" – FACTO, mas não foi ele quem foi a votos;
- Sócrates, numa versão exemplo de "humildade", reconhece o "desgaste do Governo" e as "reformas muito ásperas mas necessárias" que teve de fazer e promete "explicar melhor as reformas" e continuar a construir a tal "solução política que enfrente a crise" – FACTO;
- Estamos perante uma "grande vitória" do PSD – FACTO, mas daí a este proclamar que "já vê o fim de um ciclo do Governo do PS" parece-me um pouco precipitado. Se um é acusado de presunçoso, o outro peca pela presunção!
É muito difícil apelar à contenção quando todos partilham da euforia que se vive no interior do partido, este sedento de poder até há bem pouco tempo.
Muito se fala e pouco se diz, nada a que não estejamos já habituados! Mas uma coisa é certa, "até ao lavar dos cestos é vindima"...