30.4.09
Sabemos pouco de corrupção? Pois, pois
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“Não estamos especializados: a PJ sabe pouco sobre a matéria, o Ministério Público sabe menos e os juízes não sabem quase nada".
Euclides Dâmaso, Correio da Manhã
A questão não será: sabemos bem mais de corrupção?
Num “país onde o crime compensa e a justiça ajuda”, os escândalos sucedem-se envolvendo as mais diversas personalidades. A crise trouxe a lume sem vergonha os mais diversos casos de corrupção. Muito se escreve e pouco se prova. A opinião pública julga e condena, mas a justiça, essa “sabe pouco” sobre corrupção.
Fala-se sobre o assunto e chovem processos judiciais. A dita liberdade de expressão quando usada parece ter sido convertida num punhal pronto a ser cravado num qualquer corpo íntegro e sem 'telhados de vidro'. Pois, pois ...
Hoje no Público:
“A nova lei do financiamento dos partidos políticos, das campanhas eleitorais e dos grupos parlamentares, ontem aprovada na especialidade em tempo recorde, sobe em mais de um milhão de euros — de 22.500 para 1.257.660 euros — o limite das entradas em dinheiro vivo nos partidos.”
Enquanto para uns o aumento significa regularizar, para outros a ver vamos ...
“Não estamos especializados: a PJ sabe pouco sobre a matéria, o Ministério Público sabe menos e os juízes não sabem quase nada".
Euclides Dâmaso, Correio da Manhã
A questão não será: sabemos bem mais de corrupção?
Num “país onde o crime compensa e a justiça ajuda”, os escândalos sucedem-se envolvendo as mais diversas personalidades. A crise trouxe a lume sem vergonha os mais diversos casos de corrupção. Muito se escreve e pouco se prova. A opinião pública julga e condena, mas a justiça, essa “sabe pouco” sobre corrupção.
Fala-se sobre o assunto e chovem processos judiciais. A dita liberdade de expressão quando usada parece ter sido convertida num punhal pronto a ser cravado num qualquer corpo íntegro e sem 'telhados de vidro'. Pois, pois ...
Hoje no Público:
“A nova lei do financiamento dos partidos políticos, das campanhas eleitorais e dos grupos parlamentares, ontem aprovada na especialidade em tempo recorde, sobe em mais de um milhão de euros — de 22.500 para 1.257.660 euros — o limite das entradas em dinheiro vivo nos partidos.”
Enquanto para uns o aumento significa regularizar, para outros a ver vamos ...
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Acabei de assistir a um episódio que me leva a colocar a questão: mas será que já ninguém dá ou faz nada de forma desinteressada?
O pouco que dão e, quase 'tirado a ferros', tem de ter a devida contrapartida, não o fazem por menos e não se inibem de a reivindicar como certa.
Não consigo perceber! A sério que não consigo!
O que começou por ser um agrado transformou-se subitamente numa obrigação?! Ora sendo eu a parte mais envolvida das duas a considerar, não deveria ter sido avisada? É que, assim, não contem comigo! Não consigo lidar muito bem com este tipo de pessoas e, pior, não consigo disfarçar! Por isso, o melhor é não me virem fazer cobranças. Não falta muito para gritar: estou farta! Acabou-se! Arranjem outra pessoa! É que não há boa vontade que resista a tanta hipocrisia!
Acabei de assistir a um episódio que me leva a colocar a questão: mas será que já ninguém dá ou faz nada de forma desinteressada?
O pouco que dão e, quase 'tirado a ferros', tem de ter a devida contrapartida, não o fazem por menos e não se inibem de a reivindicar como certa.
Não consigo perceber! A sério que não consigo!
O que começou por ser um agrado transformou-se subitamente numa obrigação?! Ora sendo eu a parte mais envolvida das duas a considerar, não deveria ter sido avisada? É que, assim, não contem comigo! Não consigo lidar muito bem com este tipo de pessoas e, pior, não consigo disfarçar! Por isso, o melhor é não me virem fazer cobranças. Não falta muito para gritar: estou farta! Acabou-se! Arranjem outra pessoa! É que não há boa vontade que resista a tanta hipocrisia!
29.4.09
Amor visto pelas Crianças
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Recebi hoje este pedaço de ternura. Verdadeiras pérolas pueris. A inocência das crianças é de facto incrível, definir a palavra 'Amor' é mesmo um problema só de adultos! Digam lá se não é simples:
«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.»
>> Rebeca, 8 anos
«Quando alguém te ama, a maneira como pronuncia o teu nome é diferente. Tu sentes que o teu nome está seguro na boca dessa pessoa.»
>> Billy, 4 anos
«O amor é quando uma rapariga põe perfume e um rapaz põe colónia da barba e vão sair e se cheiram um ao outro.»
>> Karl, 5 anos
«O amor é quando vais comer fora e dás grande parte das tuas batatas fritas a alguém, sem a obrigares a darem-te das dele.»
>> Chrissy, 6 anos
«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
>> Terri, 4 anos
«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.»
>> Danny, 7 anos
«O amor é estar sempre a dar beijinhos. E, depois, quando já estás cansado dos beijinhos, ainda queres estar ao pé daquela pessoa e falar com ela. O meu pai e a minha mãe são assim. Eles são um bocado nojentos quando se beijam.»
>> Emily, 8 anos
«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.»
>> Noelle, 7 anos
«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.»
>> Tommy, 6 anos
«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.»
>> Clare, 6 anos
«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.»
>> Elaine, 5 anos
«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.»
>> Chris, 7 anos
«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.»
>> Mary Ann, 4 anos
«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.»
>> Karen, 7 anos
«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.»
>> Jessica, 8 anos
E a última? O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso em que ele foi júri. O objectivo era encontrar a criança mais cuidadosa.
O vencedor foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse:
«Nada, só o ajudei a chorar.»
Recebi hoje este pedaço de ternura. Verdadeiras pérolas pueris. A inocência das crianças é de facto incrível, definir a palavra 'Amor' é mesmo um problema só de adultos! Digam lá se não é simples:
«Quando a minha avó ficou com artrite, não se podia dobrar para pintar as unhas dos dedos dos pés. Portanto o meu avô faz sempre isso por ela, mesmo quando apanhou, também, artrite nas mãos. Isso é o amor.»
>> Rebeca, 8 anos
«Quando alguém te ama, a maneira como pronuncia o teu nome é diferente. Tu sentes que o teu nome está seguro na boca dessa pessoa.»
>> Billy, 4 anos
«O amor é quando uma rapariga põe perfume e um rapaz põe colónia da barba e vão sair e se cheiram um ao outro.»
>> Karl, 5 anos
«O amor é quando vais comer fora e dás grande parte das tuas batatas fritas a alguém, sem a obrigares a darem-te das dele.»
>> Chrissy, 6 anos
«O amor é o que te faz sorrir quando estás cansado.»
>> Terri, 4 anos
«O amor é quando a minha mamã faz café ao meu papá e bebe um golinho antes de lho dar, para ter a certeza de que o sabor está bom.»
>> Danny, 7 anos
«O amor é estar sempre a dar beijinhos. E, depois, quando já estás cansado dos beijinhos, ainda queres estar ao pé daquela pessoa e falar com ela. O meu pai e a minha mãe são assim. Eles são um bocado nojentos quando se beijam.»
>> Emily, 8 anos
«O amor é quando dizes a um rapaz que gostas da camisa dele e, depois, ele usa-a todos os dias.»
>> Noelle, 7 anos
«O amor é quando um velhinho e uma velhinha ainda são amigos, mesmo depois de se conhecerem muito bem.»
>> Tommy, 6 anos
«A minha mãe ama-me mais do que ninguém. Não vês mais ninguém a dar-me beijinhos para dormir.»
>> Clare, 6 anos
«Amor é quando a mamã dá ao papá o melhor pedaço da galinha.»
>> Elaine, 5 anos
«Amor é quando a mamã vê o papá bem cheiroso e arranjadinho e diz que ele ainda é mais bonito do que o Robert Redford.»
>> Chris, 7 anos
«Amor é quando o teu cãozinho te lambe a cara toda, apesar de o teres deixado sozinho todo o dia.»
>> Mary Ann, 4 anos
«Quando amas alguém, as tuas pestanas andam para cima e para baixo e saem estrelinhas de ti.»
>> Karen, 7 anos
«Nunca devemos dizer 'Amo-te', a menos que seja mesmo verdade. Mas se é mesmo verdade, devemos dizer muitas vezes. As pessoas esquecem-se.»
>> Jessica, 8 anos
E a última? O autor e conferencista Leo Buscaglia falou de um concurso em que ele foi júri. O objectivo era encontrar a criança mais cuidadosa.
O vencedor foi um rapazinho de quatro anos, cujo vizinho era um velhote que perdera recentemente a sua esposa. Depois de ter visto o senhor a chorar, o menino foi ao quintal do velhote, subiu para o seu colo e sentou-se. Quando a mãe perguntou o que dissera ao vizinho, o rapazinho disse:
«Nada, só o ajudei a chorar.»
27.4.09
Os portugueses no seu melhor
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O site norte-americano Cracked fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que mais falta fazem à língua inglesa. O famoso 'desenrascanço' português lidera (sem cedilha no site).
A imagem escolhida para ilustrar o termo também não podia ser mais apropriada: o conhecido e acarinhado personagem da série de televisão MacGyver – um agente secreto que não usava armas e resolvia todos os problemas recorrendo a engenhocas construídas com o que estava mais à mão no momento e com a ajuda do seu canivete.
Segundo o site, "desenrascanco é a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios". Vai mais longe ao dizer tratar-se de algo que nós próprios consideramos como parte integrante da nossa cultura.
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Eu diria que em cada português há um profissional na matéria.
O site norte-americano Cracked fez uma lista das 10 palavras estrangeiras que mais falta fazem à língua inglesa. O famoso 'desenrascanço' português lidera (sem cedilha no site).
A imagem escolhida para ilustrar o termo também não podia ser mais apropriada: o conhecido e acarinhado personagem da série de televisão MacGyver – um agente secreto que não usava armas e resolvia todos os problemas recorrendo a engenhocas construídas com o que estava mais à mão no momento e com a ajuda do seu canivete.
Segundo o site, "desenrascanco é a arte de encontrar a solução para um problema no último minuto, sem planeamento e sem meios". Vai mais longe ao dizer tratar-se de algo que nós próprios consideramos como parte integrante da nossa cultura.
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Eu diria que em cada português há um profissional na matéria.
24.4.09
Nas Cartas para hoje
A Lua
«Ninguém tem inimigos, o que temos são pessoas que nos ajudam a conhecermos os nossos limites, a criarmos alicerces para a vida e a descobrirmos novos talentos e facetas de nós mesmo.»
«Ninguém tem inimigos, o que temos são pessoas que nos ajudam a conhecermos os nossos limites, a criarmos alicerces para a vida e a descobrirmos novos talentos e facetas de nós mesmo.»
Na poupança é que está o ganho
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«De acordo com as últimas previsões do FMI, a taxa de desemprego em Portugal vai subir em 2010, dos 7,8 por cento actuais, para 11 por cento. São mais 180 mil pessoas que poderão ficar no desemprego durante os próximos dois anos. Perante um cenário deste tipo, é normal que se tomem precauções. E, nos casos em que é possível, os portugueses estão a poupar.»
Infelizmente não me parece que os "casos em que é possível" sejam muitos. Não é que os portugueses não queiram, simplesmente não conseguem. As contas são de sumir na hora de sanar os compromissos assumidos. Os portugueses habituaram-se a fazer 'contas de cabeça' na hora de contrair créditos, seduzidos pelas ofertas constantes de uma sociedade de consumo. A ausência de educação financeira e gosto pelo consumismo - dois factores que, juntos, trazem graves consequências, segundo Natália Nunes da DECO, que viu o número de pedidos de ajuda de sobreendividados duplicar em comparação com o mesmo período de 2008.
A hora é de sentar, pegar na máquina de calcular há muito esquecida numa gaveta qualquer e 'fazer contas à vida' mas de forma consciente tentando cortar onde for possível. Às vezes não é tão complicado como pensamos. Que o diga Raquel Almeida, jornalista, que durante um mês testou as principais teorias de poupança e conseguiu poupar 257 euros, veja como aqui.
Não há como negar que se trata também de uma questão cultural. Está profundamente enraizado em muitos o modelo 'chapa ganha, chapa gasta' e só agora que 'ouviram os trovões é que se lembraram de Santa Bárbara'. Talvez a crise sirva para mudar mentalidades e incutir, pela primeira vez nestes, a necessidade de poupar. Para os outros, o que o Euro levou está finalmente a ser-lhes devolvido pelas descidas radicais das taxas de juros por parte do BCE, contribuindo desta forma para um maior rendimento disponível de poder ser aplicado.
Já cortei, à semelhança de Raquel Almeida, naquilo que era possível. Mas há aqueles pequenos luxos de que não vou abdicar. Tenho noção de que são luxos, mas também se cortamos em tudo, onde ficam os pequenos prazeres da vida?
«De acordo com as últimas previsões do FMI, a taxa de desemprego em Portugal vai subir em 2010, dos 7,8 por cento actuais, para 11 por cento. São mais 180 mil pessoas que poderão ficar no desemprego durante os próximos dois anos. Perante um cenário deste tipo, é normal que se tomem precauções. E, nos casos em que é possível, os portugueses estão a poupar.»
Infelizmente não me parece que os "casos em que é possível" sejam muitos. Não é que os portugueses não queiram, simplesmente não conseguem. As contas são de sumir na hora de sanar os compromissos assumidos. Os portugueses habituaram-se a fazer 'contas de cabeça' na hora de contrair créditos, seduzidos pelas ofertas constantes de uma sociedade de consumo. A ausência de educação financeira e gosto pelo consumismo - dois factores que, juntos, trazem graves consequências, segundo Natália Nunes da DECO, que viu o número de pedidos de ajuda de sobreendividados duplicar em comparação com o mesmo período de 2008.
A hora é de sentar, pegar na máquina de calcular há muito esquecida numa gaveta qualquer e 'fazer contas à vida' mas de forma consciente tentando cortar onde for possível. Às vezes não é tão complicado como pensamos. Que o diga Raquel Almeida, jornalista, que durante um mês testou as principais teorias de poupança e conseguiu poupar 257 euros, veja como aqui.
Não há como negar que se trata também de uma questão cultural. Está profundamente enraizado em muitos o modelo 'chapa ganha, chapa gasta' e só agora que 'ouviram os trovões é que se lembraram de Santa Bárbara'. Talvez a crise sirva para mudar mentalidades e incutir, pela primeira vez nestes, a necessidade de poupar. Para os outros, o que o Euro levou está finalmente a ser-lhes devolvido pelas descidas radicais das taxas de juros por parte do BCE, contribuindo desta forma para um maior rendimento disponível de poder ser aplicado.
Já cortei, à semelhança de Raquel Almeida, naquilo que era possível. Mas há aqueles pequenos luxos de que não vou abdicar. Tenho noção de que são luxos, mas também se cortamos em tudo, onde ficam os pequenos prazeres da vida?
23.4.09
Citando [8]
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"A aproximação é sempre mais bela que a chegada"
Alain-Fournier, Henri
Digo o mesmo em relação a certas pessoas, até as conhecermos.
"A aproximação é sempre mais bela que a chegada"
Alain-Fournier, Henri
Digo o mesmo em relação a certas pessoas, até as conhecermos.
Tim Burton dá vida a Alice
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Tim Burton está de volta com a adaptação ao cinema do clássico "Alice no país das maravilhas" de Lewis Carroll. Burton diz ter uma grande admiração pela obra de Lewis Carroll e afirma que ele e Carroll são ambos politicamente incorrectos (diria mesmo que os filmes dele são a prova viva disso).
Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, Tim Burton fala sobre a sua nova produção e das adaptações anteriores.
"É um projecto engraçado. A história é obviamente um clássico com imagens, ideias e pensamentos bem conhecidos. Porém, de todas as versões do filme que vi, não houve uma que realmente tivesse tido algum impacto para mim. É sempre apenas uma série de eventos esquisitos. Todos os personagens são estranhos e ela [Alice] vagueia através de todos os encontros, apenas como uma espécie de observador".
"O [meu] objectivo é tentar torná-lo um filme envolvente com um pouco de psicologia e que seja não só original, mas que ao mesmo tempo mantenha a essência do clássico 'Alice'. Fazer isso em 3-D encaixa-se muito bem no que se pretende."
Em entrevista ao jornal Los Angeles Times, Tim Burton fala sobre a sua nova produção e das adaptações anteriores.
"É um projecto engraçado. A história é obviamente um clássico com imagens, ideias e pensamentos bem conhecidos. Porém, de todas as versões do filme que vi, não houve uma que realmente tivesse tido algum impacto para mim. É sempre apenas uma série de eventos esquisitos. Todos os personagens são estranhos e ela [Alice] vagueia através de todos os encontros, apenas como uma espécie de observador".
"O [meu] objectivo é tentar torná-lo um filme envolvente com um pouco de psicologia e que seja não só original, mas que ao mesmo tempo mantenha a essência do clássico 'Alice'. Fazer isso em 3-D encaixa-se muito bem no que se pretende."
Diz-se "empolgado em fazer uma nova versão [do filme], mas que mantenha os elementos que as pessoas esperam encontrar quando pensam em 'Alice'".
Mark Zoradi, o presidente do grupo da Walt Disney Studios Motion Pictures disse: "Se alguma vez houvesse um filme criado para ser apresentado em formato Disney Digital 3D(TM) e IMAX 3D, a fantástica interpretação de "Alice no País das Maravilhas" por Tim Burton é esse filme. Vai ser uma experiência cinematográfica de fazer saltar os olhos fora das órbitas conforme Tim nos leva pelo buraco do coelho abaixo e somos presenteados com um mundo cheio de personagens incríveis, humor inteligente, e aventuras loucas. A parceria com a IMAX está a tomar forma com dois filmes já na agenda." (para além de 'Alice', 'Frankenweenie' com estreia agendada para 2011)
A nova interpretação de "Alice no País das Maravilhas" conta, para além da visão incrível de Burton, com as interpretações de Johnny Depp (Chapeleiro Louco), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Alan Rickman (Lagarta) – actores sobejamente conhecidos e habituais nas obras de Tim Burton, – Anne Hathaway (Rainha Branca), Michael Sheen (Coelho Branco) e a inocente Mia Wasikowska no papel da sonhadora Alice.
As filmagens já começaram e a estreia está agendada para dia 5 de Março de 2010. Mal posso esperar...
Mark Zoradi, o presidente do grupo da Walt Disney Studios Motion Pictures disse: "Se alguma vez houvesse um filme criado para ser apresentado em formato Disney Digital 3D(TM) e IMAX 3D, a fantástica interpretação de "Alice no País das Maravilhas" por Tim Burton é esse filme. Vai ser uma experiência cinematográfica de fazer saltar os olhos fora das órbitas conforme Tim nos leva pelo buraco do coelho abaixo e somos presenteados com um mundo cheio de personagens incríveis, humor inteligente, e aventuras loucas. A parceria com a IMAX está a tomar forma com dois filmes já na agenda." (para além de 'Alice', 'Frankenweenie' com estreia agendada para 2011)
A nova interpretação de "Alice no País das Maravilhas" conta, para além da visão incrível de Burton, com as interpretações de Johnny Depp (Chapeleiro Louco), Helena Bonham Carter (Rainha Vermelha), Alan Rickman (Lagarta) – actores sobejamente conhecidos e habituais nas obras de Tim Burton, – Anne Hathaway (Rainha Branca), Michael Sheen (Coelho Branco) e a inocente Mia Wasikowska no papel da sonhadora Alice.
As filmagens já começaram e a estreia está agendada para dia 5 de Março de 2010. Mal posso esperar...
22.4.09
de boas intenções...
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Sou, sim, candidata ao PE e espero ser eleita. Serei também candidata à Câmara de Sintra nas eleições que decorrerão mais tarde. Sem falsidade, sem duplicidade, sem querer enganar ninguém, com total transparência assumi as duas candidaturas.Eu, que nunca acumulei quaisquer cargos - com muita honra, sou formada na escola de serviço público do MNE - já disse e redisse que nunca acumularei os dois cargos, se os munícipes de Sintra me elegerem Presidente da sua Câmara. Nesse caso, abandonarei o PE e dedicar-me-ei exclusivamente à Câmara de Sintra.
Ana Gomes
A ver se eu percebo bem: se alguém, depois de eleito eurodeputado, se candidatar a (ou aceitar) outro cargo político e por causa disso deixar (ou não) o Parlamento europeu, como sucedeu várias vezes, não há nisso nada de mal. Mas se um candidato a eurodeputado, anunciar antecipadamente, por razões de transparência democrática, a sua intenção de se candidatar proximamente a outro cargo político, então tudo mal. É isto, não é?
Vital Moreira
Atiram-nos 'areia para os olhos' com a falsa pretensão de não querer enganar ninguém e muito menos querer acumular cargos políticos, mas a verdade é que:
mais vale dois pássaros na mão do que nenhum...ainda que um venha eventualmente a voar!
>>
Foi preciso tirarem-me do sério com estas afirmações 'papistas' para tecer aqui este comentário, de outra forma não o faria, recuso-me a comentar politiquices!!
Sou, sim, candidata ao PE e espero ser eleita. Serei também candidata à Câmara de Sintra nas eleições que decorrerão mais tarde. Sem falsidade, sem duplicidade, sem querer enganar ninguém, com total transparência assumi as duas candidaturas.Eu, que nunca acumulei quaisquer cargos - com muita honra, sou formada na escola de serviço público do MNE - já disse e redisse que nunca acumularei os dois cargos, se os munícipes de Sintra me elegerem Presidente da sua Câmara. Nesse caso, abandonarei o PE e dedicar-me-ei exclusivamente à Câmara de Sintra.
Ana Gomes
A ver se eu percebo bem: se alguém, depois de eleito eurodeputado, se candidatar a (ou aceitar) outro cargo político e por causa disso deixar (ou não) o Parlamento europeu, como sucedeu várias vezes, não há nisso nada de mal. Mas se um candidato a eurodeputado, anunciar antecipadamente, por razões de transparência democrática, a sua intenção de se candidatar proximamente a outro cargo político, então tudo mal. É isto, não é?
Vital Moreira
Atiram-nos 'areia para os olhos' com a falsa pretensão de não querer enganar ninguém e muito menos querer acumular cargos políticos, mas a verdade é que:
mais vale dois pássaros na mão do que nenhum...ainda que um venha eventualmente a voar!
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Foi preciso tirarem-me do sério com estas afirmações 'papistas' para tecer aqui este comentário, de outra forma não o faria, recuso-me a comentar politiquices!!
It’s payback time!
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Manuela Moura Guedes processa primeiro-ministro
A directora adjunta da TVI decidiu processar o primeiro-ministro depois de Sócrates ter dito na RTP que o Jornal Nacional de sexta-feira «É um telejornal travestido feito de ódio e perseguição pessoal».
Sobre o facto de ele próprio ter movido nove processos judiciais contra jornalistas, cinco dos quais daquele canal de televisão, «Eu não movi processos judiciais contra jornalistas mas sim contra pessoas que me difamaram», explicou Sócrates.
É tudo uma grande coincidência portanto...
Manuela Moura Guedes processa primeiro-ministro
A directora adjunta da TVI decidiu processar o primeiro-ministro depois de Sócrates ter dito na RTP que o Jornal Nacional de sexta-feira «É um telejornal travestido feito de ódio e perseguição pessoal».
Sobre o facto de ele próprio ter movido nove processos judiciais contra jornalistas, cinco dos quais daquele canal de televisão, «Eu não movi processos judiciais contra jornalistas mas sim contra pessoas que me difamaram», explicou Sócrates.
É tudo uma grande coincidência portanto...
21.4.09
Phoolan Devi – Rainha dos Bandidos
O tráfico de raparigas para o Médio Oriente é um problema grave na Índia. Muitas são transformadas em escravas sexuais ou criadas domésticas. Estamos a falar de milhões de crianças que são abandonadas no país, tornando-se vítimas fáceis.
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Sobre esta temática deixo uma sugestão de leitura: a autobiografia da rainha dos bandidos da Índia - Eu, Phoolan Devi - publicada pela Difel.
Phoolan Devi, nasceu numa família indiana de casta inferior, atrozmente pobre, sobreviveu à miséria e à degradação num mundo em que estômagos e muros se enchem com a mesma lama, onde se respeita mais um búfalo vadio que uma rapariga.
Aos 11 anos foi trocada por uma vaca e vendida a um homem com o triplo da sua idade, mas tal como Indira Gandhi, rebelou-se. Acto inadmissível na Índia.
Esteve presa 13 anos e foi libertada, sem julgamento, em 1994. Após a prisão, Devi criou o movimento Eklavya Serra que reclamava a quota de um terço de mulheres no governo e no Parlamento, a abolição do trabalho infantil e os direitos fundamentais à educação para as castas mais pobres. Foi eleita para o Parlamento em 1996.
No dia 25 de Julho de 2001, Phoolan sofre um atentado quando regressava a casa do Parlamento e é mortalmente atingida com 3 tiros.
Suspeita-se que o assassinato tenha sido cometido para vingar o massacre de Behmai em 1981 comandado por Phoolan e que lhe valeu o nome de Rainha dos Bandidos.
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Sobre esta temática deixo uma sugestão de leitura: a autobiografia da rainha dos bandidos da Índia - Eu, Phoolan Devi - publicada pela Difel.
Phoolan Devi, nasceu numa família indiana de casta inferior, atrozmente pobre, sobreviveu à miséria e à degradação num mundo em que estômagos e muros se enchem com a mesma lama, onde se respeita mais um búfalo vadio que uma rapariga.
Aos 11 anos foi trocada por uma vaca e vendida a um homem com o triplo da sua idade, mas tal como Indira Gandhi, rebelou-se. Acto inadmissível na Índia.
Esteve presa 13 anos e foi libertada, sem julgamento, em 1994. Após a prisão, Devi criou o movimento Eklavya Serra que reclamava a quota de um terço de mulheres no governo e no Parlamento, a abolição do trabalho infantil e os direitos fundamentais à educação para as castas mais pobres. Foi eleita para o Parlamento em 1996.
No dia 25 de Julho de 2001, Phoolan sofre um atentado quando regressava a casa do Parlamento e é mortalmente atingida com 3 tiros.
Suspeita-se que o assassinato tenha sido cometido para vingar o massacre de Behmai em 1981 comandado por Phoolan e que lhe valeu o nome de Rainha dos Bandidos.
Vende-se estrela de "Slumdog" a quem estiver interessado
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O pai de Rubina Ali, a menina de nove anos que protagonizou a pequena Latika no filme “Quem Quer ser Bilionário?” ("Slumdog Billionaire"), arquitecta ficar bilionário ao tentar vendê-la por 20 milhões de rupias (sensivelmente 310 mil euros).
Rafiq Qureshi terá vislumbrado a hipótese de um futuro dourado depois de ter sido abordado por um casal do Médio Oriente que ficou comovido ao ver a pobreza em que vivia Rubina, numa reportagem transmitida pela Al-Jazeera.
Dali a considerar dar a filha para adopção terá sido um pequeno passo que justifica “Tenho que ter em consideração o que é melhor para mim, para a minha família e para o futuro de Rubina”.
Claro está que o pai apenas está preocupado com o futuro da filha! E tem de agir depressa porque a fama é uma coisa efémera e não vai durar para sempre, tem de aproveitar enquanto ela ainda é mundialmente conhecida por conta do filme.
Rafiq Qureshi terá pensado que a filha ou melhor, o dinheiro que ela iria ganhar com as filmagens iriam finalmente tirá-lo da miséria, mas não foi bem isso que aconteceu. Quando questionado se achava que a filha tinha recebido um pagamento justo pela sua participação no filme de Danny Boyle responde: “Na altura achei que sim. Agora que vimos que está a correr tão bem já não tenho a certeza”, disse.
A ganância tem destas coisas, cria expectativas...
Recebeu, mas esperava receber muito mais! Dinheiro vivo e não promessas de uma casa e muito menos de um fundo para garantir a educação da filha (criado pela equipa do filme que não quis inundar as crianças de dinheiro).
Rafiq argumenta que a casa ainda vai demorar a ficar pronta e quando ficar não tem intenções de mudar-se para Kerala, diz não conseguir deixar Mumbai (ou Bombaim) devido a tudo aquilo que ele conhece estar ali.
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Mazher Mahmood , o jornalista-xeque descreve a “transacção” (que o pai de Rubina Ali vem agora negar) no site do tablóide britânico “News of The World”, vídeo da mesma incluído.
Rafiq Qureshi terá vislumbrado a hipótese de um futuro dourado depois de ter sido abordado por um casal do Médio Oriente que ficou comovido ao ver a pobreza em que vivia Rubina, numa reportagem transmitida pela Al-Jazeera.
Dali a considerar dar a filha para adopção terá sido um pequeno passo que justifica “Tenho que ter em consideração o que é melhor para mim, para a minha família e para o futuro de Rubina”.
Claro está que o pai apenas está preocupado com o futuro da filha! E tem de agir depressa porque a fama é uma coisa efémera e não vai durar para sempre, tem de aproveitar enquanto ela ainda é mundialmente conhecida por conta do filme.
Rafiq Qureshi terá pensado que a filha ou melhor, o dinheiro que ela iria ganhar com as filmagens iriam finalmente tirá-lo da miséria, mas não foi bem isso que aconteceu. Quando questionado se achava que a filha tinha recebido um pagamento justo pela sua participação no filme de Danny Boyle responde: “Na altura achei que sim. Agora que vimos que está a correr tão bem já não tenho a certeza”, disse.
A ganância tem destas coisas, cria expectativas...
Recebeu, mas esperava receber muito mais! Dinheiro vivo e não promessas de uma casa e muito menos de um fundo para garantir a educação da filha (criado pela equipa do filme que não quis inundar as crianças de dinheiro).
Rafiq argumenta que a casa ainda vai demorar a ficar pronta e quando ficar não tem intenções de mudar-se para Kerala, diz não conseguir deixar Mumbai (ou Bombaim) devido a tudo aquilo que ele conhece estar ali.
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Mazher Mahmood , o jornalista-xeque descreve a “transacção” (que o pai de Rubina Ali vem agora negar) no site do tablóide britânico “News of The World”, vídeo da mesma incluído.
20.4.09
Cachimbo de Mr. Hulot CENSURADO
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Depois do polémico episódio dos livros que foram apreendidos pela PSP de Braga por considerarem pornográfico o quadro do pintor Gustave Courbet, reproduzido nas capas dos exemplares, eis que nos chega de França mais um episódio caricato que está a dar que falar. A culpa é do mítico mas censurado cachimbo de Mr. Hulot.
Este personagem surge numa publicidade com o símbolo da Metrobus em vez do cachimbo, para não quebrar as leis antitabagistas daquele país.
Este personagem surge numa publicidade com o símbolo da Metrobus em vez do cachimbo, para não quebrar as leis antitabagistas daquele país.
Pergunto eu: como podem desvirtuar desta forma este personagem sobejamente conhecido e reconhecido por particularidades como guiar a sua "scooter" Velosolex, vestir o seu incontornável chapéu e gabardina beige e lá está, ter um cachimbo nos lábios?
Será que Mr. Hulot terá o mesmo fim que Lucky Luke?
Será que Mr. Hulot terá o mesmo fim que Lucky Luke?
Que depois de ter fumado durante quarenta anos, viu o seu cigarro ser substituído por uma palhinha, ou ainda o de André Malraux que viu a sua foto colocada nos selos nacionais, mas sem o característico cigarro na boca.
"Ils sont fous ces gaulois!", diria o nosso querido Obélix.
19.4.09
O Sonho de Bianca ...
... de 11 anos ...
(lembro-me de ter ficado com pele de galinha e de não conseguir parar de ver/ouvir este vídeo quando foi publicado em 2008)
O Sonho de Connie ...
... de 6 anos ...
(não sei se perceberam como todos ficaram em silêncio para a ouvir cantar. Incríveis as sensação que esta voz angelical desperta!!)
O sonho de Charice...
... de 16 anos ...
(quando Oprah a convidou a vir ao seu programa (The Oprah Winfrey Show), o seu sonho foi ganhando contornos de realidade. Mas foi só quando cantou em dueto com Celine Dion e Andrea Bocelli que o seu sonho se tornou real).
18.4.09
E o sonho de Susan Boyle ...
... de 47 anos!
Nunca é tarde ou cedo demais para levarmos avante os nossos sonhos!
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